Conteúdo da página:
Navegação auxiliar

Credo da Igreja Reformada Siloé

Somos cristãos reformados.

Para que vocês possam conhecer a Igreja Reformada Siloé e no que ela crê como Igreja Reformada, abaixo você encontrará a doutrina da Igreja Reformada Siloé, a sua confissão de Fé, e alguns dos princípios e bases bíblicas da Igreja Reformada que justificam nosso credo e doutrina.

De Deus e da santíssima trindade

I. Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em Seu ser e perfeições. Ele é um Espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a Sua própria glória e segundo o conselho da Sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, gracioso, misericordioso, longânimo, mui bondoso e verdadeiro galardoador dos que O buscam e, contudo, justíssimo e terrível em Seus juízos, pois odeia todo o pecado e de modo algum terá por inocente o culpado.

Referências Bíblicas: Dt. 6:4; I Co. 8:4, 6; I Ts. 1:9; Jr. 10:10; Jó 11:79; Jó 26:14; Jo. 6:24; I Tm. 1:17; Dt. 4:15-16; Lc. 24:39; At. 14:11, 15; Tg. 1:17; I Rs. 8:27; Sl. 92:2; Sl. 145:3; Gn. 17:1; Rm. 16:27; Is. 6:3; Sl. 115:3; Êx. 3:14; Ef. 1:11; Pv. 16:4; Rm. 11:36; Ap. 4:11; I Jo. 4:8; Êx. 36:6-7; Hb. 11:6; Ne. 9:32-33; Sl. 5:5-6; Na. 1:2-3.

II. Deus tem em Si mesmo, e de Si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em Si e para Si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a Sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo o ser; dEle, por Ele e para Ele são todas as coisas e sobre elas tem Ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dEle; o Seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para Ele nada é contingente ou incerto. Ele é santíssimo em todos os Seus conselhos, em todas as Suas obras e em todos os Seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura Lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que Ele há de, por bem, requerer deles.

Referências Bíblicas: Jo. 5:26; At. 7:2; Sl. 119:68; I Tm. 6: 15; At. 17:24-25; Rm. 11:36; Ap. 4:11; Hb. 4:13; Rm. 11:33-34; At. 15:18; Pv. 15:3; Sl. 145-17; Ap. 5: 12-14.

III. Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade – Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, O Pai não é de ninguém – não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.

Referências Bíblicas: Mt. 3:16-17; 28-19; II Co. 13:14; Jo. 1:14, 18 e 15:26; Gl. 4:6.

Introdução

Basicamente, quando falamos de Fé Reformada, referimo-nos à verdadeira religião cristã, como foi recuperada durante a Reforma Protestante dos séculos XVI e XVII. Esse texto tratará de alguns assuntos referentes à fé Reformada, que a Igreja Reformada Siloé crê, mas você não encontrará a abordagem daqueles pontos cardeais da religião cristã que as Igrejas Reformadas compartilham com as demais, a saber, a Trindade, a expiação, a justificação pela fé, o nascimento virginal e a ressurreição corpórea de Jesus, Seus milagres e a inspiração das Escrituras Sagradas. A Fé Reformada adota todas as doutrinas apostólicas estabelecidas na Bíblia e formuladas em credos pelos grandes concílios ecumênicos da Igreja Primitiva. Ela é um relacionamento com Deus, através da mediação de Jesus Cristo, baseado no Evangelho revelado por Ele e pelas Escrituras Sagradas. O conteúdo desse trabalho é seletivo e não abrange toda a fé cristã; não pretende, nem objetiva oferecer um resumo exaustivo da fé Reformada, antes aborda os princípios reformados, a Teocentricidade, a eleição, o sacrifício de Cristo e a Graça Irresistível de Jesus por nós, pecadores.

A Fé Reformada

A Fé Reformada é a religião Cristã em sua expressão mais consistente. Esta não é uma reivindicação de que outras que não seguem as confissões Reformadas não sejam Cristãs. É simplesmente a insistência de que há apenas uma religião verdadeira e de que sua expressão mais consistente é a Fé Reformada. O próprio Jesus disse: "Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz à vida, e são poucos os que acertam com ela." (Mt. 7.13-14). Não há duvida de que alguns vêem este caminho mais claramente do que outros.

Jesus não disse que apenas os consistentes seriam capazes de entrar. Ele disse como é claro que há apenas um caminho! Além disso, Jesus claramente insistiu para que este único caminho de salvação fosse ensinado consistentemente. "Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." (Mt. 28:18-20). A manutenção do conteúdo consistente e integral da religião verdadeira é assunto de maior importância. Não nos cabe julgar o quanto um pecador em particular deve saber para que seja salvo. Mas não há dúvida quanto à tarefa da Igreja neste mundo: preservar integralmente a palavra de Cristo com ensino consistente e fiel.

Os Princípios Reformados

a. Base Bíblica

A Fé Reformada considera a Bíblia com a maior seriedade. Esta não é senão outra maneira de dizer: "Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas.A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!" (Rm 11:36). A Fé Reformada busca manter corretamente entendido o ensino integral da Bíblia. Não temos espaço aqui para desenvolver as ênfases específicas da Fé Reformada, apenas esperamos que, através deste breve estudo, o leitor possa ver que há uma profunda diferença entre a Fé Reformada e todas as demais formulações menos consistentes da Fé Cristã e possa ser desafiado a investigar com mente aberta nossa reivindicação de que esta Fé Reformada é, nada mais nada menos que, o ensino que a Bíblia consistentemente expressou. a. SuficiênciaA Fé Reformada encontra toda a sua autoridade no ensino da Palavra de Deus. A Bíblia é a única regra infalível sobre o que devemos crer e como devemos viver. Revelações carismáticas contínuas, profecias ou línguas estranhas não são mais necessárias porque Deus falou Sua Palavra final e toda suficiente ao completar-se o cânon das Escrituras Sagradas. A Bíblia, e apenas a Bíblia, é a nossa confissão!

b. Necessidade

A Bíblia é a revelação da vontade e da pessoa de Deus. "… não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR viverá o homem." (Dt. 8:3). Mas as pessoas tentam por natureza viver apenas de pão, sem a Palavra; elas tentam viver pela sua própria sabedoria (cf. Sl. 36:1-4). A verdade, entretanto, é que homem nenhum pode viver sem a luz da revelação especial de Deus. Isto era verdade para o primeiro homem criado, Adão, mesmo antes de ele cair em pecado ao negar a luz de Deus e desobedecer-Lhe. Adão, embora criado perfeito e com a lei de Deus inscrita em seu coração, mesmo assim necessitava de que uma luz exterior brilhasse sobre ele para ensiná-lo a andar de acordo com as ordens de Deus. Adão ainda necessitava que Deus falasse com ele. Ele sabia muito, em virtude de ter sido feito à imagem de Deus, mas ainda necessitava da voz divina.

E é também assim com todos os descendentes de Adão, quer gostem eles ou não de ouvir isto. Em Romanos 1:21, o apóstolo Paulo faz a surpreendente afirmação de que, por natureza, todos sabem a respeito da existência e poder de Deus, devido ao Seu trabalho na criação do universo, e, ainda assim, alguns rejeitam e desprezam essa luz. Desde a queda da humanidade, a vontade humana foi grosseiramente pervertida. Cada um de nós, afastados da ação salvadora de Deus, quer seguir seu próprio caminho, ao invés do caminho de Deus. Este caminho, expresso na lei de Deus, é parte do íntimo do nosso ser. Ninguém pode escapar da consciência, a qual gera uma constante atividade de acusar ou desculpar.

Mas a linha básica é que, afastados do trabalho regenerador de Deus, todos nós odiamos a lei de Deus porque somos descendentes do Adão caído (cf. Jo 3.19-20). Conseqüentemente, nossa única esperança é o Evangelho. Após declarar que o homem ama a escuridão, Jesus disse "Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus." (Jo. 3:21). As Escrituras Sagradas são "indispensáveis" porque somente através dela vem aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação (cf. Confissão de Fé Belga 7:1). Os cristãos precisam do conhecimento da Bíblia. Disse Jesus "… Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos" (Jo. 8:31). Como conheceremos esse ensino a menos que nosso caminho seja iluminado? Os discípulos de Jesus (cristãos) mostram-se serem felizes portadores da graça de Deus ao obedecer a Sua Palavra e andar na Sua luz.

c. Inerrância

A Bíblia está livre de erros, uma vez que foi entregue pelas mãos de Deus. O salmista diz o seguinte: "A lei do Senhor é perfeita… o testemunho do Senhor é fiel… Os preceitos do Senhor são retos… O temor do Senhor é límpido…" (Sl. 19:7-9). A última característica significa "sem defeito". Será que nós imaginávamos de outra forma, sabendo que a Bíblia é o sopro de Deus? "Toda escritura é inspirada por Deus…" (2 Tm. 3:16) e "porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo" (2 Pe. 1:21). O verbo grego para "movidos" algumas vezes descreve o efeito que o vento faz em um barco a velas. A Bíblia não caiu do céu. Homens escreveram-na, mas com sua forma de escrita, com toda variedade de vocabulário e estilo próprio, o Espírito Santo, pela Sua palavra e exposição, foi determinante para o resultado da Palavra. Os autores humanos foram levados pelo Seu poder, assegurando que o produto seria sem defeito. Conseqüentemente, como a Fé Reformada insiste, a Bíblia é infalível e absolutamente digna de confiança.

d. Clareza

A Bíblia é clara e isso é fruto de sua inerrância. Salmo 19:8 diz, "…o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos." A analogia "ilumina" é sem mácula, pura, que não se mistura com outro material conflitante ou controverso. A Bíblia não seria clara se houvesse uma mistura de verdades e erros. Isso não quer dizer que tudo o que contém na Bíblia está igualmente formado. Existem doutrinas nas Sagradas Escrituras que confundem a mente. Nós sabemos o que a doutrina da Trindade não significa (a igreja primitiva gastou centenas de anos para definir as "explicações"!). Nós sabemos como a Bíblia nos apresenta esse assunto: existe um só Deus; esse Deus único existe em três pessoas; cada pessoa é distinta.

As crenças reformadas não declaram poder esclarecer isto. Mas elas firmemente adotam isto. Não há uma necessidade para que sábios no assunto nos guiem através de "caminhos obscuros". Como diz nossa confissão de fé: "Recebemos todos esses livros, e somente esses, como sagrados e canônicos, para regular, fundamentar e confirmar nossa fé. Cremos, sem dúvida nenhuma, em tudo o que eles contêm, não tanto porque a igreja os aceita e os reconhece como canônicos, mas principalmente porque o Espírito Santo testifica em nosso coração que eles vêm de Deus, como eles mesmos provam. Pois até os cegos podem perceber que as coisas preditas neles se cumprem." (CFB V.)

Teocentricidade

a. Sua Glória

É apresentado no texto abaixo aquilo que certamente reflete as Sagradas Escrituras: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus." (1 Co. 10:31); "Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra." (Sl. 73:25). Glorificar a Deus ou buscar a glória de Deus é certamente um conceito bem central na fé Cristã. Mesmo assim, como muitas palavras e frases familiares, esse ponto não admite uma fácil explicação. Entretanto, isso é importante para nós termos uma boa noção bíblica do que realmente significa, porque isso nos leva ao âmago de nossa Fé, e sem dúvida, daquilo que Deus quer que conheçamos e façamos.

O que nós cremos e dizemos sobre o próprio Deus é o começo e o fim de toda palavra e moral. Asáfe, no Salmo 73, confessa que a sua aflição só aumentou quando ele se afastou de um humilde reconhecimento da verdade de todas as verdades: Deus é Jahvé, o nome pelo qual Ele se revela a Moisés na sarça ardente, que significa "Eu sou". Os teólogos têm uma palavra especial para esse tão "confuso" atributo de Deus que é apresentado aqui; eles tratam esse ponto como parte de sua característica. Ele somente é, por Ele mesmo, independente de qualquer outra coisa. Perceba a progressão na experiência de Asáfe: sua tentação era ver o mundo separado de Deus, com os fracos (v. 3-11), seu pensamento conduz ao ateísmo prático (v. 12-14), sua vida inteira, corpo e espírito, eram compreensivelmente devastados (v. 4, 16, 21, 22), mesmo sua cura (restauração) necessariamente envolveria um novo e humilde comprometimento com a pessoa de Deus, como a experiência vivida por Jó (v. 17-20). Deus é glorioso em si mesmo, separado de toda Sua criação.

Ele tem glória nEle mesmo. É Sua própria glória, e ela é total, completa e perfeita. De fato, Deus foi revelado a Israel como "o Deus de Glória" (Sl. 29:3). Glória é o que faz dEle Deus, não há divindade sem glória. A palavra hebraica é shekinah, que se refere ao radiante esplendor de Sua pessoa, a luz do ser de Deus. Você se lembra do pilar formado por uma nuvem branca durante o dia e um pilar de fogo durante a noite? Isto foi a manifestação de sua beleza, de Seu ser maravilhoso. Todas as palavras serão insuficientes, tudo o que podemos declarar é que Deus é glorioso.

b. A Sua Salvação Triúna

Mas como nós, que estamos mortos em nossos erros e pecados, alcançamos este alto e digno objetivo? A resposta encontra-se no fato de o verdadeiro Deus, o Deus da Bíblia, que é triúno, ter-se tornado nosso salvador. Quando enfatizamos que é o Deus triúno – Pai, Filho e Espírito Santo – que nos salva, a fé reformada confirma isso claramente na essência da histórica Fé Cristã. Consulte, por exemplo, o antigo Credo Apostólico – a mais antiga confissão cristã – na qual você encontrará três seções, cada uma começando com uma expressão de fé em uma das três pessoas da trindade: "Deus o Pai todo poderoso, Criador dos céus e da terra… Jesus Cristo, Seu filho único, nosso Senhor… [e] o Espírito Santo." Nas seções que vem logo a seguir, nós resumiremos brevemente o ato salvador das três pessoas da Trindade.

Depravação Total

O homem em seu estado natural está morto em suas faltas e pecados. Esta é a antiga convicção da igreja cristã: de que o homem, estando morto por suas faltas e pecados (Ef. 2:1,5), não pode salvar a si mesmo. Mesmo assim, o ser humano tenta freqüentemente fazer algo que o traga para sua própria salvação! Mas Jesus disse: "…Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (Jo. 15:5). É por essa razão que a Bíblia diz que Deus é o único autor da conversão do ser humano. Qualquer pessoa que ouvir o Evangelho, é inclinado por Deus para aceitá-lo. Ele é livre para aceitar. Mas, aqui está o grande problema, ele não é capaz de aceitar, porque ele não tem um desejo santo ou vontade própria para fazê-lo. "Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal." (Jr. 13:23). A natureza pecaminosa do homem, e somente isso, torna impossível para o ser humano fazer qualquer coisa que o traga próximo a sua própria salvação.

Como Jesus uma vez disse: "… Isto é impossível aos homens…" (Mt. 19:26). É impossível para aqueles que estão mortos no pecado, receberem Jesus Cristo como Ele gratuitamente ofereceu no Seu evangelho. Quão agradecidos nós deveríamos ser, então. Jesus veio dizer "… mas para Deus tudo é possível.". A Fé Reformada nos ensina que a habilidade humana sofreu uma mudança drástica como resultado da sua queda no pecado. O homem era originalmente livre e capaz de fazer a vontade de Deus, mas por causa de sua queda em um estado de pecado, ele teve total perda de suas habilidades de querer fazer qualquer bem espiritual, junto com a salvação. Então, como um homem natural, sendo adverso a tudo que seja bom e morto no pecado, é capaz, pela sua própria força, de converter a si mesmo ou preparar-se para tal situação? Ele não o é (cf. CFB XIV). Deus não tirou do homem a habilidade de fazer o bem. Tanto que, enquanto plano de Deus, o homem ainda é livre para fazer o bem, mas ele não tem a habilidade para fazer o bem; é, de fato, totalmente indisposto, incapaz e feito em oposição a tudo o que é bom, e totalmente inclinado para o mal (CFB XIV). É isto o que as escrituras ensinam, quando elas dizem, "Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar." (Rm. 8:7). A depravação do homem, em outras palavras, é total por natureza.

Eleição Incondicional

Deus o Pai escolheu soberanamente aqueles que serão salvos. Todos os cristãos confessam que Deus é soberano. Mas não tem valor algum dizer que Deus é supremo, a não ser que nós realmente tenhamos a intenção na inteireza de nossa confissão. "Deus se mostrou como Ele é, a saber: misericordioso e justo. Misericordioso, porque Ele livra e salva da perdição aqueles que Ele, em seu eterno e imutável conselho, somente pela bondade, elegeu em Jesus Cristo nosso Senhor, sem levar em consideração obra nenhuma deles. Justo, porque Ele deixa os demais na queda e perdição em que eles mesmos se lançaram.". (CFB XVI:2-6). Não existe, em todo universo, algo como "sorte" ou "chance".

Este é o ensinamento que significa que Deus realmente é Deus. Pois como dizem as Escrituras, "Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?" (Dn. 4:35). Não é meramente que Deus pode fazer Sua vontade e sim que Ele realmente a faz – sem nenhuma interferência de ninguém ou coisa alguma. Mesmo em respeito ao homem caído em Adão, e o destino eterno de homens e anjos, a Confissão Reformada diz que Ele é Senhor de tudo. As Escrituras não explicam como Deus determina o destino humano enquanto, assim mesmo, a responsabilidade total pelos pecados repousa em nossos ombros. Somente sabemos que é assim.

A diferença da Fé Reformada e outros tipos de confissões cristãs não muito consistentes é que a Fé Reformada não argumenta ou tenta racionalizar contra a supremacia de Deus, não contra aquilo que a Bíblia deixa claro. É um antigo objetivo da doutrina da Absoluta Soberania de Deus, que não pode ser colocado como um meio desqualificado sem a negação da liberdade humana. Pode o homem ser livre se Deus controla todas as coisas? Muitos quando encaram esse problema, imediatamente decidem que Deus não pode ser absolutamente soberano no fim das contas. Mas isso não somente representa equivocadamente a Deus, mas também faz compreender mal o homem, pelo fato da liberdade do ser humano ser realmente limitada. Existem muitas coisas que ele não pode fazer por causa de suas limitações devidas à herança, meio ambiente, educação familiar, e oportunidades. E todas essas limitações foram impostas por Deus. Ele é verdadeiramente Senhor de tudo, "…segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade" (Ef. 1:11).

E, como já temos visto, o ser humano é também limitado pela perda de suas habilidades. Então, não é a soberania de Deus que torna impossível para o ser humano fazer aquilo que precisa ser feito! Foi a própria rebeldia que fez isto. Voltemos ao mundo antigo, antes do dilúvio, e o que você vê? Vemos o retrato daquilo que o ser humano escolheu pela sua própria e livre vontade! Mas então vemos que um homem e sua família foram salvos da ruína total. Mas por que foi ele salvo? Era Noé melhor que os outros homens? Era ele bom o suficiente para escolher Deus pela sua habilidade natural e inclinação de seu coração? Se esse fosse o caso, a Bíblia não teria dito que ele "achou graça" aos olhos de Deus. Ela então afirma o seguinte, porque Noé não merecia a misericórdia de Deus mais do que qualquer outro; Deus simplesmente o escolheu. E por que Deus salvou a Abraão? Seu povo adorava a "outros deuses" (Josué 24:2), ainda assim Deus o tirou de Ur dos Caldeus.

Deus também fez uma distinção ainda maior entre seus descendentes: Ele escolheu Isaque, não Ismael, como herdeiro da promessa. Então, para ser ainda mais conclusivo, ele disse para Isaque e Rebeca antes de seus filhos gêmeos nascerem, "… o mais velho será servo do mais moço" (Rm. 9:12) e "…Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú." (Rm. 9:13). Ele assim o fez "… para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse…" (Rm. 9:11), para esclarecer que " não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia." (Rm. 9:16), e para mostrar que "… tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz." (Rm. 9:18). Deus é como um oleiro; de um pedaço de argila Eles faz "… um vaso para honra e outro para desonra" (Rm. 9:21). Esta é a eleição incondicional.

Simplesmente significa que Deus tem a decisão final sobre os que serão salvos, e Ele não os escolhe pelo fato de terem algo diferente em si mesmos. E qual é a reação mais comum para essa doutrina maravilhosa? Bem, é mais ou menos assim: "Se eu sou eleito, serei salvo independente daquilo que eu venha fazer. E se eu não sou eleito, não fará nenhuma diferença o que eu faço ou deixo de fazer, por que Deus não irá me aceitar de qualquer jeito." A natureza corrupta do homem, sempre quer "virar a mesa" e culpar a Deus ao invés de si mesmo. Mas os caminhos de Deus não são os nossos caminhos. Sua eleição soberana não destrói de forma alguma nossa responsabilidade. Se seu medo é de que você não seja eleito, sua posição é bem parecida com a dos leprosos mencionados em 2 Reis 7:3-8. Jerusalém estava sitiada e o povo estava morrendo de fome; do lado de fora dos muros de Jerusalém estavam os soldados da Síria. Então um dos leprosos disse, "Por que ficar aqui até morrermos?… Vamos ao acampamento dos Sírios e nos render. Se eles nos pouparem, viveremos; se eles nos matarem, então morreremos."

Assim é com pecadores perdidos a oferta do evangelho. Se ficarem como estão, morrerão; Se eles buscarem ao Senhor em arrependimento e fé, não é possível que faça a situação piorar. Além do mais, Jesus disse que ninguém que faz a Sua vontade será rejeitado (cf. João 6:37). A verdade é que o homem natural odeia a única coisa de que ele mais depende: ser prostrado de joelhos em reconhecimento de seu desespero e sua falta de poder para se auto-socorrer. Porém, somente com uma atitude dessa, ele poderá ser verdadeiramente salvo.

O Sacrifício Limitado

O Senhor Jesus morreu por todos aqueles a quem o Pai concedeu graça, e somente por eles. Nós fomos salvos porque Deus, o Pai nos escolheu para sermos salvos. Mas nós não somos salvos somente pela eleição, somos também salvos pelo sacrifício sofrido por Jesus na cruz. Pois, como a Bíblia diz, Seu nome seria Jesus porque Ele iria "salvar Seu povo de seus pecados" (Mateus 1:21). Se Deus o Pai elegeu uns para vida eterna, em outras palavras, então preciso continuar dizendo que Cristo morreu por uns somente e não por toda humanidade sem distinção. Isso, também, faz parte dos ensinamentos da Fé Reformada. O sacrifício é limitado – não em seu valor, mas somente para aqueles a quem foi aplicado. O sangue de Jesus é precioso; ele tem valor ilimitado. Também não seria seu valor exaurido se todos os seres humanos fossem de fato salvos por ele. Mesmo assim, existe uma limitação imposta sobre o sacrifício de Cristo, por desejo do Pai.

Aqueles que são salvos pelo sangue de Jesus Cristo são somente aqueles de quem a intenção do Pai era de serem salvos. Mesmo sendo a Bíblia clara, quando diz que nem todos serão salvos, algumas pessoas ensinam que foi vontade de Deus salvar a todos os homens sem exceção. Esse ensinamento deve ser rejeitado porque sugere que Deus não é capaz de fazer aquilo que Ele se propôs a fazer. Outros dizem que não foi intenção total de Deus salvar a todos. Dizem que Ele teve a intenção de salvar toda humanidade, salvando Ele uma parte e deixando outra parte como responsabilidade humana. Esse ensinamento também deve ser rejeitado porque diz que Cristo não é o único salvador – Ele então precisaria compartilhar Sua glória com o homem pecador. A Fé Reformada, ecoando as Escrituras, ensina que somente algumas pessoas serão salvas. Também nos ensina que somente Deus salva os pecadores, e então nos ensina que aqueles que são salvos são aqueles que Deus quis que fossem salvos. Como Jesus disse ao Pai, falando sobre Si: "assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste." (Jo. 17:2). "assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas." (Jo. 10:15).

Nós sabemos bem que esta doutrina vai contra a razão natural do ser humano. Já há muito foi dito, contra esta doutrina, que ela restringe a esperança da vida eterna para alguns poucos. Alguns também dizem que, se esta doutrina fosse verdadeira, não haveria sentido pregar o evangelho, uma vez que a morte de Cristo não teve a intenção de salvar a muitos dos que ouvirem sobre ela. Essa visão tem a intenção de reduzir a glória de Deus para aumentar as "chances" do ser humano. Eles preferem dizer que Deus teve a intenção de salvar a todos com a morte e ressurreição de Cristo, para assim dar a todo homem e mulher uma chance, deixando assim a decisão final para os mesmos! Quão equivocada é essa idéia; ela sacrifica muito e não ganha nada. Dizer que Deus meramente quer que todo homem seja salvo, quantos mais poderão ser salvos? A resposta é: nenhum! Porque mesmo aqueles que trabalham em cima de tal teoria admitem que muitos serão perdidos, como a Bíblia assim ensina. Esse compromisso somente parece dar ao ser humano uma melhor "chance", mas realmente não o faz.

De acordo com a visão reformada, quantos são salvos? A resposta é: nenhum. Pois a própria Bíblia nos ensina que Deus salvará uma "grande multidão que ninguém poderá contar" (cf. Ap. 7:9). E quem, por esse fato, terá menor oportunidade de ser salvo? A resposta novamente é: ninguém. Porque nenhum homem pode saber – até morrer como um não crente – que ele não é eleito, pela simples razão que Deus não revelou esta informação para qualquer não crente. Mesmo assim, aqueles que vieram a Deus através de Jesus Cristo descobriram que Ele morreu particularmente por eles. Eles podem então dizer como Paulo que o Filho de Deus "me amou e se entregou por mim" (Gl. 2:20).

Graça Irresistível

O Espírito Santo soberana e efetivamente aplica a salvação ao eleito. Se os homens fossem deixados na dependência de sua própria força e habilidade em qualquer ponto no processo de salvação, nenhum poderia ser salvo. Mas esse não é o caso. A Fé Reformada ensina a todos que Jesus orou: "Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora." (Jo. 6:37), e também afirmou: "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia." (Jo. 6:44). É aqui que vemos o ministério salvador do Espírito Santo. O Deus triúno verdadeiramente salva seus eleitos pela iluminação espiritual de suas mentes. Faz-lhes entender as coisas de Deus, tirando seus corações de pedra e dando a eles um coração vivo, renovando suas vontades e, pelo seu grandioso poder, determinando-os para aquilo que é bom, efetivamente atraindo-os para Jesus Cristo. Ainda assim, eles vêm para Cristo livremente, sendo feita Sua vontade pela Sua graça.

Devemos notar que esse chamado efetivo é somente pela livre graça de Deus, não por algo que foi achado nos homens, os quais são todos agentes passivos, até serem alcançados e renovados pelo Espírito Santo. Ele (o homem) é então capaz de responder ao chamado de Deus, e abraçar a graça oferecida convenientemente a ele. Todos os pecadores que ouvem o evangelho são chamados a arrependerem-se e crer. Mas eles não podem fazê-lo, porque eles estão mortos em seus delitos e pecados (cf. Éf. 2:1). Então Deus, pela operação do Espírito Santo, cria em Seus eleitos o poder de fazer aquilo que Ele ordena. Mesmo sendo impossível Lázaro, estando morto, ouvir a voz de Jesus e ir até ele saindo da sepultura, ele ouviu e saiu da sepultura porque aquele que o chamou também lhe deu poder para ouvir e obedecer; assim é nossa conversão.

Não me admira que Paulo tenha perguntado: "Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?" (1 Co. 4:7). O divino e soberano ato de regeneração efetiva pelo Espírito Santo precede a atividade humana de arrependimento e fé. Este claro ensinamento abrange tanto a indivisível glória de Deus como a responsabilidade humana. Alguns têm imaginado que, se a regeneração só é possível pela soberana ação do Espírito Santo, então alguém pode sinceramente ter o desejo de ser salvo, mas pode não ter a "chance" de receber a salvação. Mas a verdade é que ninguém desejará ser salvo como Deus deseja, sem antes ser alvo pela ação da graça regeneradora: "Nós amamos porque Ele nos amou primeiro." (1 Jo. 4:19). Outros têm pensado que, se Deus converte o pecador, não há a necessidade de que o pecador obedeça aos mandamentos do evangelho, tendo assim que se arrepender e crer em Cristo. Novamente, a verdade é de outra maneira.

A única forma que nós podemos saber se a graça de Deus foi realmente dada a nós, é quando temos o desejo de guardar os mandamentos do Senhor. "Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos." (1 Jo. 2:3). Todo aquele que atende ao chamado da graça de Deus, tem então, unicamente nesse ato, a única evidência que a graça lhe foi concedida por Deus. Como o Apóstolo Pedro disse: "Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude," (2 Pe. 1:3). Todos aqueles que recusam obedecer ao evangelho têm somente a si mesmos para culpar; mas todos os que vêm à presença de Cristo, têm somente a Deus para agradecer.

Perseverança dos Santos

Aqueles que são verdadeiramente salvos nunca se perderão. Como temos visto até agora, os ensinos reformados têm uma visão de Deus muito mais enaltecida e uma visão sobre o homem, bem mais reduzida do que é comum entre os seres humanos. Não há dúvidas de que é por isso que a natureza humana não consegue aceitar a fé reformada, ao mesmo tempo em que o homem pode vir a concordar com teorias mais fáceis ou formas mais "aceitáveis" de cristianismo que são ensinadas. Não há dúvida de que é por isso também que Jesus disse a Pedro, assim que ele entendeu esse ensinamento: "…Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus." (Mat. 16:17).

Nada além da poderosa e soberana graça de Deus pode fazer com que o ser humano aceite esse fato. Mas nós não devemos imaginar que o crente reformado é mais pobre por essa causa, porque o beneficio é muito maior do que o custo. Se o homem pecador reconhecer que não pode fazer nada por si mesmo, isso o põe ao alcance de uma bênção incomparável: ele não podem "cair da graça" porque Deus traz a obra da salvação a um estado de perfeição que é exclusivamente Seu. Isso tudo é verdade, apesar da aparência (mas não realidade) de graça em hipócritas e da tendência ao pecado em verdadeiros crentes. Agora, como todos sabem, existem aqueles que parecem ter caído da graça.

Eles parecem ter interesse em Cristo, mas então perdem todo e qualquer interesse nEle. Como então, pode-se perguntar, podemos ter certeza de que todos aqueles que são escolhidos por Cristo perseverarão na fé? A resposta é encontrada na Bíblia: "Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos." (1 Jo. 2:19).

Se os seres humanos fossem salvos por Deus, para depois se perderem novamente por causa de seus atos, então Deus seria um fracasso! E isso parece acontecer. Mas isso não acontece de forma alguma, porque "Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus." (Fp. 1:6). Todos aqueles que realmente pertencem a Ele são "…guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo." (1 Pe. 1:5). Este ato deve-se totalmente ao poder de Deus, e não à força vinda do crente; mesmo os cristãos verdadeiros não podem fazer nada por si próprios. Existe, pela criação e sustentação da graça de Deus, uma fé insaciável, um desejo por Deus no coração de cada verdadeiro crente, que é encorajado e capacitado para lutar o bom combate da fé, mantendo-se fiel até o fim. Como poderia Deus ser verdadeiramente Deus se Ele não aperfeiçoasse a boa obra, a qual Ele mesmo começou em nós?

Pactualmente Ordenado

a. Os Pactos

A palavra pacto pode ser definida como a "concessão voluntária da parte de Deus", pela qual Ele (o Criador) capacita o ser humano (Suas criaturas) a obedecer, glorificar, e gozá-lo. Nós, como cristãos, reformados reconhecemos dois pactos:

a.1. O pacto das obras

O primeiro pacto feito com o homem foi o pacto das obras, no qual a vida foi prometida a Adão; e a prosperidade, na condição de uma obediência perfeita e pessoal a Deus. Adão, constituído por Deus para ser o cabeça de toda raça humana, quebrou esse pacto. Ele, e com ele toda a humanidade, pecaram e caíram pela transgressão do mandamento de Deus. Tornou-se então impossível para qualquer descendente de Adão que fosse gerado após esse fato, gozar a vida eterna. Toda e qualquer pessoa, a não ser pela intervenção de Deus, estaria morta no pecado, condenada, e destinada à punição eterna.

a.2. O pacto da Graça

Sim, Deus interveio! "Deus se mostrou como Ele é, a saber: misericordioso e justo. Misericordioso, porque Ele livra e salva da perdição aqueles que Ele, em Seu eterno e imutável conselho, somente pela bondade, elegeu em Jesus Cristo nosso Senhor Senhor, sem levar em consideração obra nenhuma deles. Justo, porque Ele deixa os demais na queda e perdição em que eles mesmos se lançaram". (CFB XVI:2-6). Nossa fé reformada insiste que só há um caminho para a salvação, que é o Redentor, Jesus Cristo. Todos aqueles que são trazidos para esse estado de salvação, desde Adão até a ultima pessoa sobre a face da terra, entrarão pelo pacto da graça.

A mais simples e básica divisão da Bíblia não é entre o Antigo e Novo Testamento (como afirmam os dispensacionalistas), mas entre Gênesis 1:1 a 3:16 e o resto da Bíblia. Após a quebra do pacto das obras, Deus nos introduz em um gracioso pacto de salvação através do Antigo e do Novo Testamento. Há uma única igreja por todos os tempos e essa igreja única existe tanto na era da promessa (o Velho Testamento) como na era do cumprimento de toda profecia (o Novo Testamento). "Portanto não existem dois pactos de graça, diferentes em substância, mas somente um único, debaixo de várias dispensações." (CFW – VII:6). Essa igreja única possui um mediador, o Senhor Jesus Cristo. Quando o Verbo de Deus se encarnou, Ele se tornou o profeta. Como aquele que veio eliminar o pecado e ser o servo perfeito de Deus, Ele também é o Sacerdote. Como o juiz e defensor da igreja de Deus, Ele é o Rei.

b. O Pacto e a Igreja

A Igreja Reformada Siloé é uma igreja apostólica. Não, nós não continuamos o oficio dos apóstolos, mas nos esforçamos de todas as formas para que continuemos nas práticas e doutrinas apostólicas das igrejas do Novo Testamento (Atos 2:42). Nós cremos que pela graça de Deus nós somos incluídos no grupo daqueles que Deus acolheu em seu pacto de graça através do seu Filho Jesus Cristo, em quem todos os mistérios e promessas do Antigo Testamento foram completos (2Cor 1:20). Então, vemos a nós mesmos como um só corpo com o povo de Deus em todos os tempos, laços de um relacionamento especial que Deus estabeleceu há muito tempo atrás com Abraão (Gal. 3:15 – 27; Gen. 17:7; Atos 2:37 – 39), que é o pai de todos aqueles que verdadeiramente crêem. E, com a comunidade escolhida no pacto, de todas as gerações, nossa fé reformada enfatiza a importância dos membros e presença junto à comunidade nas vidas dos filhos de Deus. Nós não chamamos a Igreja Reformada Siloé uma verdadeira igreja de Cristo porque cremos que somos os únicos cristãos em nosso país.

Ao invés de fazer isso, nós nos chamamos assim porque magnificamos a graça de Deus, que tem nos constituído como denominação de maneira (mesmo sendo nós imperfeitos) que tudo possa ser feito de acordo com a Santa Palavra de Cristo, aquele que é o único Cabeça e Rei da Igreja. Jesus nos ensina que seu rebanho ouve sua voz e o segue, e esse rebanho simplesmente não ouvirá a voz de qualquer estranho. Com louvor a Deus, então, nos regozijamos, pois, pela misericórdia de Deus, nós também somos membros do seu rebanho e podemos ouvir a voz de Jesus o Bom Pastor.

Navegação auxiliar rodapé

Rodapé

Rua Des. José Gil De Carvalho, 500
Cidade Dos Funcionários
Fortaleza - CE | Brasil
CEP: 60.822-270
(85) 3271.7777 E-deas Webdesign